Leis de Lashon Hará, regra 8, parágrafo 8
A permissão que existe de falar lashon hará sobre os promotores de discórdia (baalê machlôket) aplica-se somente se ele vê que, contando às pessoas o tamanho do engano na discórdia, as pessoas verão que os promotores de discórdia não têm razão e não se juntarão à discórdia, e com isso a briga se desfará. Mas é preciso que se cumpram as seguintes condições:
1. Que as coisas com base nas quais concluiu que eles são promotores de discórdia, ele as saiba pessoalmente, e não confie no que ouviu de outros.
2. É preciso que tenha a intenção de um propósito útil, e não de ódio.
3. Se for possível acalmar a briga de outra maneira, sem falar lashon hará, por exemplo, por meio de repreensão, é proibido falar lashon hará sobre eles. A não ser que tenha receio de repreendê-los, pois então os promotores de discórdia verão que ele não está do lado deles e frustrarão o seu plano de pôr fim à briga. Mas isso exige grande ponderação, e não se deve decidir rapidamente qual lado tem razão na discórdia; deve-se examinar bem, segundo a Torá, quem tem razão. E se estiver em dúvida, "sentar-se e não fazer" é preferível, e não deve falar lashon hará, nem mesmo para pôr fim à discórdia.