Leis de Rechilut, regra 9, parágrafo 12
1. Que não aumente o relato ou a injustiça além do que realmente são.
2. Que a sua intenção seja ajudar o comprador, e não alegrar-se com a desonra do vendedor, mesmo que saiba quase com certeza que o vendedor enganou o comprador. E nesta condição está incluído ainda outro aspecto: que avalie por si mesmo que resultará um benefício do fato de contar. Mas se se trata de uma pessoa que não costuma reclamar nem discutir, e apenas lhe doerá o coração ouvir que a enganaram, e isso despertará nela ódio contra o vendedor, não há necessidade de contar-lhe a verdade. E no caso em que o comprador não pode desfazer a compra, é uma mitsvá elogiar a compra diante dele, e não há nisso transgressão de "Afasta-te da palavra de falsidade" (Êxodo 23:7).
3. Se avaliar que pode repreender o vendedor para que devolva ao comprador o valor do engano, deve repreendê-lo em vez de contar ao comprador.
4. Se puder alcançar o benefício por outro meio que não seja contar ao comprador, não deve contar.
5. Que a pessoa a quem conta não seja um mexeriqueiro. Pois, se por natureza for mexeriqueiro, ele o fará tropeçar, levando-o a contar ao vendedor que fulano disse que a mercadoria é ruim ou que não vale o preço pago. E assim acabará fazendo-o tropeçar na proibição de rechilut. De qualquer modo, parece que, se o advertir para que não revele o seu nome e souber que ele lhe dará ouvidos, deve fazê-lo.